o que eu guardei.
As coisas que eu guardei de você, a sete chaves para que entre toda essa bagunça que sou eu não corra o risco de se perder. Todas as mínimas, pequenas e detalhadas coisas que eu guardei.
Guardei o ingresso do show e a cor do seu tênis. O desenho estampado na sua camiseta e o guarda-chuvas de bolinhas.
O beijo na varanda. A sua mão em mim multiplicando-se em mil. Eu fiz o mesmo. Guardei o nome e a doçura dos gatos que se enrolavam entre a gente durante aquele abraço. Gostava da textura do seu cabelo, tá guardada também no camarote.
Ficou guardado para sempre as novas experiências e aquilo que eu nunca antes tinha feito. O quanto eu fiquei sem jeito e a sua cara de espanto no reflexo do espelho.
Guardei tua frieza e o meu cinismo. Tua compreensão e a minha inocência. Teus sumiços e a minha falsa indiferença. Tua decisão de não ficar e eu fingir nem me importar.
O tempo que eu disse ter perdido; não foi perdido, eu guardei.
Ainda tá tudo aqui no meu quarto. Antes em cima da cômoda, para todos que quisessem ver. E agora dentro do baú no fundo do armário, para que eu evite falar sobre as memórias e toda essa tendência de me prender ao que me remete à você. Claro, às vezes eu falo ou escrevo, tipo agora para ficar documentado. Daí eu volto e guardo. Meu amor, você nem imagina tantas as coisas que eu guardei.

Que lindo! Deu até uma dorzinha no coração. Acho que todo mundo passa por isso pelo menos uma vez na vida, né?
Beijocas!
Nem Romeu Nem Julieta
Awn, obrigada!! Acho que ás vezes mais de uma vez…..a gente guarda cada coisa, né?
Obrigada pelo comentário! 😛
beijinhos ;*